Arte, circo e cinema como direito.
Somos artistas, educadores, cineastas e produtores culturais que atuam há anos em arte e educação — e que hoje vivem e trabalham na Península de Maraú. O Circo nasce do encontro dessas histórias.
Atriz (DRT desde 2006), palhaça, acrobata aérea e arte-educadora há mais de 20 anos. Autora do livro infantil Dracolibri, pela Editora Fundamento. Formadora de professores de redes públicas.
Cineasta, fotógrafa e produtora. Diretora de produção do longa Luiz Gonzaga: Légua Tirana. Educadora do Cinema no Interior desde 2014. Cofundadora da produtora Figa.
Pedagoga nascida e criada em Maraú. Doze anos de sala de aula na rede pública do município, da educação infantil à Educação de Jovens e Adultos.
Gestora de projetos culturais. Idealizadora do Murucututu — Festival para Crianças, que reuniu 6 mil crianças, e do artBEM. Projetos em mais de 20 cidades brasileiras.
Cineasta e roteirista com 25 anos de trajetória. Diretor do longa Luiz Gonzaga: Légua Tirana, lançado em cerca de 300 salas e no Globoplay. Roteirista para o Canal Brasil.
Estes números não são projeção. São o trabalho que Ana, Katty e Diogo já realizam há dois anos no território — aulas regulares, oficinas, contações de histórias, espetáculos e formações audiovisuais em Piracanga e nas comunidades da Península de Maraú. O Instituto formaliza e amplia o que já acontece.
O Circo — Instituto Cultural e Artístico das Marés nasce do desejo de transformar a arte em ferramenta de desenvolvimento humano, fortalecimento comunitário e construção de futuros possíveis para a Península de Maraú.
Mais do que um espaço de ensino artístico, é um projeto sociocultural e ambiental que pretende democratizar o acesso à cultura e às linguagens artísticas para crianças, jovens e adultos — especialmente para quem vive em comunidades rurais e em situação de vulnerabilidade social.
Mais do que formar artistas, queremos formar cidadãos criativos, críticos e capazes de reconhecer a própria potência. Entendemos a cultura como instrumento de autonomia, pertencimento e transformação social.
Formação em artes circenses e cênicas para crianças e adultos — do primeiro contato com o tecido acrobático até a criação de espetáculos coletivos. O circo aqui não é só técnica: é autoconhecimento, presença e pertencimento.
Formação audiovisual para que as comunidades se tornem protagonistas das próprias narrativas — do roteiro à exibição, com mostras e festivais que fazem a produção local circular pelo Brasil e pelo mundo.
O Instituto está sendo construído em Piracanga, uma das maiores ecovilas do Brasil, reconhecida por sua experiência em sustentabilidade e regeneração ambiental — território abastecido por energia solar, com sistemas off-grid, saneamento ecológico por biodigestores e uma cultura de convivência harmoniosa com a natureza.
Esses princípios orientam também o Instituto: queremos mostrar que a produção cultural pode acontecer de forma responsável, regenerativa e comprometida com o futuro do planeta.
Situados entre Piracanga e as comunidades da Península de Maraú, atuamos como uma ponte entre realidades diferentes — aproximando pessoas, saberes, culturas e oportunidades.
A Península de Maraú abriga comunidades quilombolas, povos tradicionais, agricultores e pescadores — diferentes formas de viver e de produzir conhecimento. Nossa atuação começa por:
O Instituto será um espaço permanente de aprendizagem, experimentação e convivência, com programação o ano inteiro.
Aulas regulares de circo, teatro, cinema, fotografia, música e artes visuais, com bolsas integrais para as comunidades.
Exibições de cinema, espetáculos circenses, encontros culturais e festivais abertos a toda a região.
Artistas do Brasil e do mundo vivendo, criando e ensinando no território, em troca com os saberes locais.
Oficinas, contações e cinema levados diretamente às comunidades da Península de Maraú.
Conexão entre artistas, mestres populares, escolas, coletivos, universidades e organizações sociais.
Formação que gera também trabalho, renda, autoestima e permanência dos jovens em seus territórios.
Nosso modelo busca equilíbrio entre impacto social e sustentabilidade financeira. As atividades oferecidas a moradores de Piracanga, visitantes e demais participantes pagantes financiam bolsas integrais e ações gratuitas para as comunidades do entorno.
Somamos a isso parcerias com empresas, fundações e instituições públicas e privadas, além da participação em editais e programas de incentivo à cultura, à educação e ao meio ambiente — garantindo que a missão social se mantenha contínua e independente.
“Quando uma comunidade tem acesso à arte,
ela amplia sua capacidade de sonhar,
criar e transformar o próprio futuro.”
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